20 de dezembro de 2011

Reformulação

Atendendo a pedidos, vou voltar a escrever nesse blog, mas antes ele passará por uma reformulação e mudança de endereço.

Em breve novidades!

16 de junho de 2011

"Harry Potter and the Deathly Hallows - Part 2" Trailer 2

21 de março de 2011

Séries - How I Met Your Mother

O que me chamou a atenção neste seriado foi o nome, How I Met Your Mother (Como conheci sua mãe, em livre tradução), logo no primeiro epsódio já achei o programa muito bom. No futuro, Ted Mosby conta detalhadamente para seus filhos como conheceu a mãe deles nos dias de hoje. E como os detalhes são muito ricos, conta também as experiências que passou com quatro amigos, Lilly, Marshal, Robin e Barney, em Nova York.

14 de março de 2011

A Rede Social

Depois de ouvir pessoas dizendo: ele traiu ou não traiu o amigo? ou o filme parece um pouco tendencioso resolvi assistir A Rede Social e tirar as minha próprias conclusões.


 

7 de março de 2011

Séries - Modern Family

Apesar de não ser um tema frequente aqui no blog, eu gosto muito de assistir seriados. Recentemente comecei a assistir Modern Family, que aqui no Brasil é exibido pela Fox, por indicação de alguns amigos e gostei muito. Como todas as famílias modernas, é um pouco difícil explicar, é mais fácil assistir:


28 de fevereiro de 2011

A descoberta do Egito



Heródoto
O Egito Antigo fascina diversas pessoas com suas pirâmides, monumentos, jóias e papiros. Um dos primeiros relatos sobre o país foi feito pelo historiador grego Heródoto (485 a.C. - 420a.C.) e hoje há um segmento da arqueologia que estuda somente a terra dos faraós, a egiptologia.

No início do século XVII a França e a Inglaterra brigavam por novas colônias e os ingleses tinham o domínio da Índia, que era um importante centro comercial no Ocidente, o Egito fazia parte da rota. Além disso, Napoleão deslumbrava um império francês na África e na Asia e o Egito foi escolhido como o primeiro território a ser conquistado.

1 de agosto de 2010

Claude Monet


 Além do quadro de Monet Impression - soleil levant dar origem ao nome do movimento, ele foi um de seus precursores e principais artistas. Ele é considerado a figura central do Impressionismo e sua obra marca os principais momentos da escola. O artista mostrou ser possível fazer obras diferentes do mesmo objeto quando observada em diferentes épocas do ano ou sob diferentes iluminações.


Monet adotou uma técnica de pintar rapidamente, com toques e pinceladas rápidas para captar com mais facilidade uma imagem que poderia durar alguns instantes. Ele procurou pintar o que estava diante de suas retinas e levou seus colegas a fazerem isso também. Mesmo tendo estudado na Académie Suisse e na Escola de Belas-Artes de Paris, não aderiu aos hábitos de estúdio, assim como os pintores de sua corrente. Juntamente com Renoir, trabalhava muito às margens do rio Sena. O tema fluvial lhe agradava por não ter a mesma estabilidade dos planos perspectivos e iluminação fixa (ARGAN, 2002, p.98).
 
Assim como Degas estudou os movimentos das bailarinas, Monet observou detalhadamente as influências da luz nos objetos. Um exemplo é a série de pinturas sobre a catedral de Rouen, em que além de pintar o templo ao sol da manhã e ao sol do meio-dia, analisou o impacto que as estações do ano causam à iluminação. A sua série mais famosa com estudos de luz foram as telas da ponte do jardim japonês que ficava em sua residência na cidade de Giverny.
 
Desde sua infância, o artista, cujo nome completo era Oscar-Claude Monet, foi contestador. Ele nasceu em 14 de novembro de 1840, em Paris, e aos cinco anos, em 1845 mudou-se para Le Havre (MÜHLBERG, 2000, p.7). Não obteve boas notas na escola, e foi lá que manifestou inicialmente sua inclinação para arte: ele costumava desenhar caricaturas de seus professores. Foi nessa época também que sentiu a necessidade de trabalhar ao ar livre. Ele gostava de ir à praia desenhar caricaturas de turistas. Foi em uma ocasião como essa que Monet conheceu Boudin. Depois de ver o jovem desenhando, Boudin o convidou para começar a pintar. Isso não estava nos planos de Monet, até o momento em que viu Boudin trabalhando (MÜHLBERG, 2000, p.7).

Monet morou no pequeno povoado de Giverny, na França, de 1883 até 1926, ano em que morreu. Ele gostava muito do local e o retratou diversas vezes em suas obras.
 
Já em idade avançada, o artista teve catarata, e em foi em 1908 que sentiu sua visão diminuindo. Mais adiante, em 1912, ele perdeu totalmente a visão. Foi a um médico que lhe tranquilizou informando-o que tinha uma catarata e uma pequena lesão. Isso seria resolvido com uma cirurgia, mas a maior preocupação de Monet era o fato de que sua visão mudaria após o procedimento. Assim, o pintor só foi fazer a cirurgia em 1923, e depois começou a queixar-se de que via tudo azul. Então, o médico lhe receitou lentes corretivas e o pintor voltou a enxergar como antes.
 
Durante a carreira de Monet, percebe-se uma transformação das cores em algumas obras, como, por exemplo, na série sobre a ponte do jardim japonês. Isso se deve ao fato de que é comum a visão humana e a intensidade das cores se modificarem com o passar dos anos.
 
Além de pintar paisagens que ficavam dentro de sua propriedade e a vida ao ar livre em Paris, ao longo de sua carreira o artista também fez diversas viagens para pintar outros lugares e estudar diferentes iluminações, como, por exemplo, à Inglaterra e à Noruega.
 
Monet, além de artista, também era colecionador de arte. Em sua casa, em Giverny, tinha obras de amigos seus, como Caillebotte, Cézzane, Manet, Pissarro e Renoir, por exemplo. Entretanto, adquiriu pinturas não só de seus amigos. Ele apoiava também os jovens pintores e possuía bastantes gravuras de artistas japoneses, como Ukiyo, Harunobu e Yoshitoshi.
 
Após a sua morte, sua coleção ficou com seu filho, Michel Monet13. Antes de morrer, Michel havia vendido muitas das obras de Monet, mas as gravuras japonesas foram doadas ao Museu Marmottan.

25 de julho de 2010

O Movimento Impressionista

 Sarah Bernhardt, por Felix Nadar (1864)

Como citado anteriormente, a primeira mostra pública do Impressionismo foi no atelier de Felix Tournachon Nadar, fotógrafo amigo dos artistas, e foi realizada entre 15 de abril e 15 de maio de 18743. No inicio, essa escola não foi aceita pela sociedade e pelos críticos da época. As obras que seguiam a nova forma de fazer arte foram muito criticadas por parecer que não estavam acabadas. Foi preciso de algum tempo para as pessoas se adaptarem ao novo estilo. Quebrado esse paradigma, tornou-se possível a criação de quadros mais radicais e polêmicos, como a Guernica, de Pablo Picasso. 

Os Impressionistas se apresentaram como a Société Anonyme Cooperative d`Artistes (Sociedade Anônima Cooperativa de Artistas), e eram em trinta; Boudin, Manet, Degas, Monet, Pissaro e Cézanne estavam entre eles. Na última exposição do grupo, em 1866, estavam apenas cinco participantes. Monet participou até a quinta mostra, em 1880.
Porém, na segunda metade do século XIX, as pessoas riam e ridicularizavam as obras e foi uma dessas brincadeiras que deu origem ao nome da escola, Impressionismo. No evento organizado por Nadar, Monet expôs o quadro Impressão – nascer do sol, que retratava um porto enquanto o sol nascia, como o próprio nome da obra explica. Porém, “um dos críticos achou esse título particularmente ridículo e referiu-se a todo grupo de artistas como `impressionistas`” (GOMBRICH, 1999, p.519). O grupo não se ofendeu com o apelido, tanto é que até hoje são conhecidos desta forma. Outra razão pela qual foram criticados era pelo fato de não serem ligados à política. Mesmo com todo esse panorama, não expressaram seu descontentamento ou rancor em suas obras.
Ao invés de pintar os retratos dos poderosos, essa corrente passou a mostrar as paisagens e “o trabalhador passou a ser praticamente o único personagem digno de ser retratado” (BALZI, 1992, p.14). Isso também fez com a vida do artista mudasse bastante. Já que os camponeses não podiam pagar seus retratos, surgiu a “arte sem mecenas” (BALZI, 1992, p.15). Por outro lado, nasceu uma nova figura no mundo das artes, os marchands. Eles passaram a intermediar a venda.
A rotina das pessoas passou a fazer parte da arte. Pintava-se a vida cotidiana francesa, e um exemplo disso é o retrato de Monet e sua mulher, feito por Renoir, em 1872. Na obra ele é representado sentado, lendo um jornal e fumando um cachimbo. Além disso, também foram retratadas pessoas no parque; banhistas nuas; (o que não era aceito no Classicismo); cafés (lugares que os artistas parisienses frequentavam muito) e restaurantes. As cenas eram como fotografias tiradas de surpresa, pois ninguém mais posava para os artistas.

Monet propôs aos seus amigos que abandonassem os ateliers e fossem trabalhar ao ar livre, em contato com a luz natural. Ele, por exemplo, tinha um estúdio em um bote para facilitar a pintura do cenário fluvial, um de seus principais temas.
A renúncia ao conforto e essa mudança de hábitos era uma das características da nova técnica. Segundo Monet, toda pintura da natureza deveria ser terminada no próprio local. Ele afirmava que o objeto pintado muda de minuto a minuto e “o pintor que espera captar um aspecto característico não dispõe de tempo para
misturar e combinar suas cores [...], como haviam feito os velhos mestres” (GOMBRICH, 1999, p.518-519). Isso resultou em pinceladas rápidas e pouca atenção para os detalhes, como se fosse uma “falta de acabamento”, e exatamente isso era o que desagradava profundamente os críticos da época.
Mesmo depois de ter causado intenso choque na sociedade da época, as pessoas aprenderam a apreciar a pintura impressionista, cujas obras devem ser olhadas há alguns metros de distância, pois assim as formas ficam mais definidas. “Realizar esse milagre e transferir a experiência visual do pintor para o espectador constitui a verdadeira finalidade dos impressionistas” (GOMBRICH, 1999, p.522).
Apesar de muito criticados no começo da carreira, os artistas impressionistas viveram o suficiente para verem suas obras reconhecidas e cobiçadas em toda a Europa, e aqueles que antes tinham falado muito mal deles se arrependeram. Essa batalha enfrentada no inicio tornou-se um referencial para os artistas renovadores que viveram depois (GOMBRICH, 1999, p.523). Essa foi a principal contribuição do movimento para a sociedade e para a arte: mostrar a possibilidade de criar, renovar e chocar.
Paralelamente, a invenção da fotografia influenciou muitas das mudanças na arte. Ao congelar uma imagem em movimento, ela mostrou o que escapava à percepção visual. Por exemplo, em pinturas anteriores, pintavam os cavalos correndo de uma forma que não condizia com a realidade. Com a fotografia, foi possível enxergar os movimentos que um cavalo faz ao correr. O pintor que mais fez estudos de movimento foi Edgar Degas, famoso pelos quadros e estátuas de bailarinas.
Sobre o movimento podemos concluir que "o Impressionismo se propunha a alcançar uma qualidade de vida  - de uma vida que, fugindo do imediatismo do consumo e da segurança econômica, do autoritarismo e da violência, em harmonia com a natureza privilegiasse o valores da sensibilidade, da inteligência, da liberdade criativa, da fraternidade e da justiça social".

O grupo não se envolveu nos padrões da sociedade da época, tanto no que se relacionava a atividades econômicas, como no que se relacionava às artes. Sem dar importância à posição da crítica e da sociedade, criaram não só uma nova forma de pintar, mas também de enxergar o mundo e a arte. Eles se libertaram dos padrões pré-estabelecidos, tiveram prazer no que faziam e conseguiram ser reconhecidos ainda em vida.